<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-15724054</id><updated>2011-04-21T22:44:04.959-06:00</updated><title type='text'>Assim Falhava Zaratustra</title><subtitle type='html'>Um blog para todos e para ninguém, Posso ter muitas falhas, admito, porém é desumano acertar sempre. Caso eu digite errado, ou ofenda alguém ou mude de idéia posteriormente sobre algum assunto, Já tenho minha desculpa:"Assim Falhou Zaratustra". Caso você queira falar comigo, use telepatia. Caso você queira me ver, espere esbarrarmos na rua. Caso você queira me xingar, vá a um espelho e use a segunda pessoa do singular com o dedo em riste.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112001786196391543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15724054.post-7593267400104175492</id><published>2008-10-08T04:01:00.000-06:00</published><updated>2008-10-08T04:02:50.874-06:00</updated><title type='text'>NUMA FILA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Perdido em meus pensamentos na fila de um banco, me flagro olhando distraidamente para um ponto fixo que, sem eu perceber, era uma senhora, já incomodada com meus olhares e pronta pra chamar o guarda. Desvio o olhar para o lado e percorro lentamente a mesma fila. Pessoas cansadas, abatidas, impacientes, nervosas. Nem parece a segunda-feira ensolarada nos princípios da primavera brasiliense, exalando felicidade pelas flores cidade afora. A vida é bem mais difícil que um simples dia de sol. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Ouço sussurros de conversas...”mãe, tô cansado”...”e depois do velório dele nunca mais falou comigo”...”então a Maria falou pro Juvenal que”...”depois que perdi o emprego nunca mais arrumei outro”...e pessoas apressadas olham para os relógios, ou o próprio, ou o dos outros, num cacoete nítido de quem não gosta do que está vendo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;A fila quase não se move, e aumenta a cada minuto. O susto de quem chega ao ver o tamanho da fila faz pensar duas vezes se vale a pena esperar. Alguns desistem. Outros, porém, têm de encarar o sofrimento, pois necessitam desse dinheiro para sobreviver. E o tempo passa, e os trabalhadores cansam. Olham desanimados para os lados procurando alguém conhecido para puxar uma conversa e assim matarem o tempo, antes que o tempo os matem. Pigarreiam, lêem distraidamente seus documentos, olham fixos para senhoras desesperadas...mudam a perna de apoio para não ficar dormente. Uma senhora (aquela a qual eu observava) pede para a moça que está atrás para guardar seu lugar e vai sentar num banco. E me olha com cara feia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Desvio o olhar novamente, quando me deparo com a caixa, que sorri seu sorriso amarelo, mais por dever que por espontaneidade. Quando raramente olha para o tamanho da fila, suspira, cansada, com as mãos provavelmente latejantes de tanto digitar, não vendo a hora de chegar o fim do expediente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Cutucam meu ombro, minha vez no caixa. Pago em um minuto o que queria depois de 30 minutos de histeria. Pensando bem, nem tanto. Acho que simpatizei com a velhinha. Vou falar com ela agora. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;-Com licença minha senhora, eu...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;-Guarda!!! Guarda!!!! Um tarado!!!!!! Guarda!!!!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Assim Contava Zaratustra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15724054-7593267400104175492?l=blogdezaratustra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/feeds/7593267400104175492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15724054&amp;postID=7593267400104175492&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/7593267400104175492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/7593267400104175492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/2008/10/numa-fila.html' title='NUMA FILA'/><author><name>Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112001786196391543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15724054.post-4801891197816070625</id><published>2008-09-26T14:50:00.000-06:00</published><updated>2008-09-26T14:51:34.603-06:00</updated><title type='text'>TV Bobagem</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Uma coisa que me deixa absurdado é a linguagem dos filmes de TV. É incrível o número de palavras que os "fia-da-puta" inventam só para esse fim. Alguém aí, por acaso, já ouviu alguma pessoa normal pronunciar a palavra "tira" ou "tremenda" a não ser na TV? "Foge brother, os tiras estão vindo!", "Hey cara, eu sou um tira". "Hey cara, eu vi uma tremenda gata", Puta que pariu, não existe isso! Queria saber de quem é essa mente brilhante com tanta genialidade. Por falar em TV, ela é um veículo abundante nesse tipo de coisa. De cara me pergunto a utilidade do Vídeo Show e programas de fofoca. Como se nos interessasse as nuances das novelas, já não basta a novela existir, ainda precisamos agüentar detalhes sobre as mesmas tão úteis quanto o depoimento de um palito de fósforo riscado?&lt;br /&gt;E fico puto. Perco até o fio da miada falando dessas coisas tão úteis. A verdade sempre foge e se oculta noutro canto. Inútil, inútil, tanto quanto os planetas. Pensem na utilidade da existência dessas bolas flutuantes. Para que servem mesmo? Pra NASA gastar uma grana absurda e ver seus foguetes explodirem no lançamento? Eu não acredito nos planetas. Acho que algum maluco os inventou, talvez o mesmo cara criou os Duende. Já sei, talvez eles morem nos planetas. Seres que não existem em lugares que não se vêem.&lt;br /&gt;Só pra continuar minha tese sobre os "tiras", agora que estou mais calmo, devem ter inventado essa palavra pra suprir o tempo na dublagem do inglês cop, e como em português não tem similar, inventaram isso. Aliás, similar até que tem, mas ninguém dublaria um filme dizendo "Aí vem os porco!". E se pararmos pra pensar, já que dublam tira pra palavra cop, a tradução de robocop tem que ser robotira. Só não é por que ficaria meio gay. Quem é você? Eu sou o Robotira. Ui! Ehehehehe&lt;br /&gt;Bem que poderiam ter inventado algo melhor. Acho que tiraram a palavra tira pq a polícia tira o revólver e atira. Essa foi podre. Mas tem a ver. Infelizmente não me vem idéias pra mudar isso. Sugestões para substituir a palavra tira nos filmes, coloquem nos comentários, aqui em baixo! Vamos fazer um movimento! Abaixo o "tira"!&lt;br /&gt;Eu me indiguino myself...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim Indignava-se Zaratustra.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15724054-4801891197816070625?l=blogdezaratustra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/feeds/4801891197816070625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15724054&amp;postID=4801891197816070625&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/4801891197816070625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/4801891197816070625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/2008/09/tv-bobagem.html' title='TV Bobagem'/><author><name>Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112001786196391543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15724054.post-8847600641316222364</id><published>2008-09-15T11:48:00.007-06:00</published><updated>2008-09-18T06:13:44.602-06:00</updated><title type='text'>MY POEMINHAS INFAMES COLLECTIONS</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Infelizmente hoje estou sem assunto. Trabalhei ontem, domingo. Estou cansado pra caramba. Mas, como o meu queridíssimo amigo e leitor Jônatas me garantiu que todo dia entra aqui só pra me ler (o que é uma grande honra, diga-se de passagem), e, como não posso de maneira alguma decepcioná-lo, aqui estou escrevendo só para ele. Não, hoje não há lição de moral. Encheu o saco. Também não há críticas sobre politica. Comentários sobre filmes. Não há elucubrações ébrias. Isso é só pra quando eu tenho tempo.&lt;br /&gt;Não há novas encheções de saco. Não há piadinhas sem graça como todo dia. Nem comentários sobre livros. (minto, ontem li mais um trecho de A Condição Humana. A revolução comunista foi deflagrada na China. Bombas e invasões por todos os lados. Sangue. Gritos. Terror. Muito louco aquele livro).&lt;br /&gt;Aliás, hj não há nada, a não ser eu, o grande enrolador, ébrio como um deus, e sóbrio por natureza. Eu, que proclamo bobagens hiperbólicas por toda a parte, aleatoriamente. Eu, que penso que sou, que penso que estou, que finjo não ser para ficar. Eu, um grande ninguém.&lt;br /&gt;E além de minhas bobagens hiperbólicas, nada mais há de bom aqui. Sinto muito, meu querido Jõnatas, se te fiz perder o tempo. Leste todas estas asneiras insignificantes para eu dizer-te que sinto muito, mas não me vêm idéias neste momento e como o momento exige reflexão, vou declamar pequenos poeminhas infames:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A VIAGEM&lt;br /&gt;Era uma vez&lt;br /&gt;uma partícula de pó.&lt;br /&gt;Ela voou pelo mundo...&lt;br /&gt;E é só!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O RETORNO&lt;br /&gt;Era uma vez&lt;br /&gt;a mesma partícula de pó&lt;br /&gt;E ela retornou para casa...&lt;br /&gt;Hein?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ERA UMA VEZ&lt;br /&gt;Era uma vez um "era uma vez"...&lt;br /&gt;E ele viveu feliz para sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POEMINHAS INFAMES&lt;br /&gt;Era uma vez&lt;br /&gt;poeminhas infames&lt;br /&gt;que começavam sempre com "Era uma vez"...&lt;br /&gt;Um dia esses poeminhas se juntaram&lt;br /&gt;e fizeram uma revolução!&lt;br /&gt;E decidiram terminar&lt;br /&gt;sem mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim Assuntava Zaratustra&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15724054-8847600641316222364?l=blogdezaratustra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/feeds/8847600641316222364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15724054&amp;postID=8847600641316222364&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/8847600641316222364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/8847600641316222364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/2008/09/sem-assunto.html' title='MY POEMINHAS INFAMES COLLECTIONS'/><author><name>Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112001786196391543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15724054.post-4301582628512534827</id><published>2008-06-13T06:32:00.000-06:00</published><updated>2008-06-13T06:33:53.246-06:00</updated><title type='text'>Sem Assunto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Caraca...ontem tinha pensado numa coisa pra colocar aqui, mas acabei me esquecendo. O que era? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Também, já tô ficando velho...a memória falhando, dores nas costas, o cabelo embranquecendo, a barriga crescendo...O mais legal das pessoas notarem a sua protuberância abdominal é você poder falar: é...agora tô me dedicando à criação de barriga. Ou, melhor ainda: Eu não engordei, estou em fase de expansão lateral para melhor atendê-las.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Nada melhor como um dia após o outro. Minto. Nada melhor que um dia após a noite. Um dia após o outro ficaria muito estranho, e difícil de dormir com a luz lá de fora. Preciso urgentemente parar com essas piadinhas sem-graça. Tá virando vício.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;A pior coisa que pode acontecer a uma pessoa é não ter o que escrever, quando precisa escrever. E não tem coisa mais batida do que escrever sobre estar sem idéias. O Mário Prata fez uma crônica sobre quem e o que se escreve quando não se tem o que escrever. Tipo uma coletânea, the best of. Citou vários autores, dentre eles o Verissimo, que é um mestre nessa arte. Na verdade, acho que ele todo dia escreve coisas sem ter o que escrever. E daí acaba saindo engraçado. Eu sou ao contrário. Tento soar engraçado e fico pedante. Mas na verdade eu nem precisaria escrever aqui. Nem sei porque fiz esse grogue! Aliás, sei. Dois motivos: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;1- a minha colega Valéria me estimulou, ela fazia jornalismo e queria escrever pra praticar, mas não sabia como começar, então combinamos: eu escrevia um texto e ela comentava e vice-versa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;2-fazia algum tempo que eu queria me dedicar, pelo menos um texto por dia, a falar sobre qualquer coisa, comentar algum assunto da tv, livro, etc e tal. Só que eu não consegui. Depois encheu o saco e apaguei tudo. Pra quem faz jornalismo até é bom possuir um blog. A gente aprende a manter uma certa constância de freqüência (isso é redundância?)(Acho que é.)(É sim.) ao escrever textos, aprende a não ter vergonha do que escreve, pq jornalista com vergonha do seu texto é o fim da picada. E, quando ainda tem vergonha, e não quer admitir. A gente aprende a criar pseudônimos a pretexto de dizer que é apenas criação literária e não quer se expor ainda, pois está em fase de aprendizado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Porém, não era isso que eu queria falar. Bom, vou tentar achar a tal crônica do Mário Prata. Já volto aqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Assim Voltará Zaratustra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15724054-4301582628512534827?l=blogdezaratustra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/feeds/4301582628512534827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15724054&amp;postID=4301582628512534827&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/4301582628512534827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/4301582628512534827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/2008/06/sem-assunto.html' title='Sem Assunto'/><author><name>Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112001786196391543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15724054.post-6128575520480018409</id><published>2008-06-11T04:23:00.002-06:00</published><updated>2008-06-11T04:25:42.438-06:00</updated><title type='text'>Na Hora do Almoço</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Meio-dia de um dia qualquer. Não lembro que dia isso aconteceu, mas aconteceu num junho incerto dum ano qualquer. Local: um refeitório. Em minha frente, pessoas famintas aguardam impacientemente a fila. A ressaca é grande, o dia frio. Eu, tonto. Fome. Há uma revolução tsunâmica dentro do meu estomago, as tripas estava revoltas, elas davam nó. Há algo diferente no ar. É o cheiro do almoço. A fila, um pouco grande, um tanto mais atrapalhada, demora. A fome aperta. Penso no dia maçante que continuará dali para frente. Como todos os últimos dias: corrido e desgastante: é parada de forno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Salada: beterraba e um pouco de alface e cenoura. Não sou um vegetariano inveterado. Na verdade, quanto menos salada, melhor. Pudera eu viver de carnes e alimentos ditos "maus", a vida estaria boa. Carne, arroz e feijão, eis o básico da vida. Como aos poucos. Na mesa ao lado pessoas falam de um show sertanejo qualquer que não me interessa e também não é relevante ao relato. O ar pesa ao redor. Há como uma bigorna etérea, difusa que pressiona todos ali para o chão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Comer é um exercício de paciência, pois se encontra dentro de outro exercício maior: viver. Sabendo que a vida acaba e é curta, temos pressa. Mas nossa pressa é inócua, justificamo-la, ou pelo menos tentamos justificá-la, com nossas tarefas inúteis, nosso dia-a-dia tosco. O desejo sobre-humano de fazer tudo rápido para, após, saborearmos a vida é prova irrefutável de nossa presunção perante o tempo que nos controla. Ou nos abarca. A nossa pressa é inútil; como é inútil essa conjectura sobre o tempo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A prolixidade não é comumente uma de minhas melhores características. Essa digressão acima sobre a pressa e o tempo não tem a menor ligação com o tema do relato. É, como dizem os expertos, a famosa licença poética, que autores do mundo todo usam e abusam para inserir em suas obras suas opiniões sobre a vida, sobre os absurdos e outros temas eternos, como o tempo. Se pararmos para analisar, não interfere em nada na trama do texto. Não digo que não sejam interessantes, algumas com certeza o são, mas não fariam a menor falta. É o que o povo de língua inglesa chama de sausage fulfilling e nós, de língua portuguesa, de "abarrotamento de carne suína em tripa delgada". Ou, simplesmente, encher lingüiça. Faz-se necessária, doravante, a redução de tais artimanhas literárias questionáveis. Voltemos ao relato. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mais ou menos umas duas mesas em diagonal, à minha frente, estava sentada uma mulher. Calculo que entre 29 e 30 anos. Cabelos um pouco acima dos ombros, loiros. Rosto singelo, de feições finas. Olhar compenetrado. Pele branca ou rósea, porém bronzeada. Bem vestida. Calmamente comia, sem a pressa dos tolos e néscios. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não a havia percebido ainda. Sentei-me à mesa, bebi o refrigerante que ignoro o sabor (é mais poético falar "ignoro" que "não lembro") e comecei a devorar meu desjejum do meio-dia. Quando estava entretido com o bife e sua feroz luta com meus talheres, olho ao lado, como todas as pessoas que olham aos lados sem nenhuma pretensão de nada, apenas pelo puro e simples fato de olhar e exercitar nosso inerente desejo de voyeurismo. Eis que me deparo com essa mulher. Desvio o olhar, por instinto ou por alguma outra explicação que ignoro (tá bem, eu não sei, não sei!). Nossos olhos haviam se encontrado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Volto à comida. É comum em nossa rotina esbarrarmos com olhares alheios. E nada melhor que a expressão esbarrar, porque há mesmo um contato físico que resulta, depois da esbarrada, num distanciamento do olhar. Como se uma bola fosse um olhar e quando o pé (o outro olhar) esbarra, a bola vai em outra direção. Dessa forma meu olhar foi empurrado para o lado. E voltei a comer.&lt;br /&gt;Depois de um tempo, já devidamente esquecido o fato, distraidamente acabo por olhar novamente para aquela mulher. E ela me fitava novamente, contudo, dessa vez, como quem segura uma porta empurrada por uma multidão, meu olhar esbarrou e se deteve. Infindáveis dois segundos devem ter sido o tempo de contato. Dessa vez é ela quem cede, e volta a comer em sua mansidão de mar em recifes, olhando aleatoriamente para os lados. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enquanto termino o almoço, olho rapidamente para ela, evitando outra esbarrada, que poderia ser fatal para um de nós. Ela começa a sobremesa. Eu não tenho tempo para sobremesas, tenho pressa. Quando me levanto, noto que ela me olha mais uma vez. Poderia ser a mulher perfeita, poderia ser a mulher que todos procuram. Poderia ser um engano. Ela poderia estar olhando para alguém ao meu lado. Poderia...talvez pudéssemos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vagarosamente saio de minha mesa em direção ao caixa, prestando atenção meio de soslaio para ela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nenhum olhar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Passo a catraca. Lentamente me dirijo à saída, pensando em todo o acontecido dos últimos minutos. O tempo de um almoço apressado foi o suficiente para me fazer pensar no caso por alguns dias seguidos, seus olhares, sua face, suas inescrutáveis intenções. Antes de sair, viro o rosto uma última vez torcendo, pedindo a algum deus que a fizesse retornar, pela última vez, seu olhar, que consagraria nossa cumplicidade e eternizaria o momento como uma lenda, um possível conto de fadas para gerações futuras ou, ao menos, uma boa lembrança para nossas velhices. Ela comia, imperturbável, sua sobremesa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Assim Relatou Zaratustra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15724054-6128575520480018409?l=blogdezaratustra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/feeds/6128575520480018409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15724054&amp;postID=6128575520480018409&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/6128575520480018409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/6128575520480018409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/2008/06/na-hora-do-almoo.html' title='Na Hora do Almoço'/><author><name>Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112001786196391543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15724054.post-7198884003649718855</id><published>2008-06-09T06:52:00.001-06:00</published><updated>2008-06-09T06:53:48.522-06:00</updated><title type='text'>Os Sofrimentos do Jovem Werther</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;É esse o livro que estou lendo. Ouvi um monte sobre esse livro. Parece que logo depois do lançamento do livro na Alemanha houve uma onda de suicídios no país. Fiquei interessado. O que será que tem de tão impactante no livro? Johann Wolfgang von Goethe, o autor, da escola romântica, é definitivamente um chato. Mas expliquemos, antes que os puristas me atirem pedras. Eu comecei a ler o livro, e gostei bastante. Tem aquelas linguagens eruditas, um mundo sem computadores e essas contemporaneidades banais, em que as pessoas se divertiam de forma diferente. É legal saber como era a vida naquela época (acho que séc XVIII ou XIX). Daí o personagem principal, Werther, ser cheio de sentimentalismos. Oh a vida, a natureza, os passarinhos e as borboletas...tudo tão bonito, tão meigo! E o rapaz se apaixona por uma moça já comprometida...evidente, pelo que o livro causou na Alemanha, sabe-se que no final o cara se mata, por amor. Tão ficção...tão bonito! É por isso que o livro é chato. Não num sentido literal. É chato por ser irreal, por ser damasiado piegas (de onde fui tirar essa palavra?), por ser tudo sentimental demais. A leitura é agradável, o enredo e o texto são ótimos, mas saímos do livro muito, como dizer...inocentes. Ficamos com essa irrealidade na cabeça. Muito idealizado. Talvez eu nem perceberia isso. Poderia ter passado direto, e estaria hoje num mundo florido, cheio de passarinhos, bambis, tele-tubes e pessoas que cometem suicídio por amor. Mas o mundo é diferente. No mundo real, mata-se os outros por amor, não a nós próprios. Crime passional (pathos). Mata-se filhos, mata-se pais, namorados. Não matamos a nós mesmos. Já que não conseguimos realizar o que queremos, matamos nosso objeto de desejo, para eternizá-lo. Não é estranho? É. Mas é real. O mundo real é pior do que imaginamos. Uma dica, logo depois, de ler este livro, leia Cândido do filosofo francês Voltaire, O livro citado contrapõe ingenuidade e esperteza, desprendimento e muita ganância, caridade com egoísmos, delicadezas com violências, amor com ódio. Tudo isso muito bem relacionado com discussões filosóficas sobre razões causais e seus efeitos, razão suficiente, ética, moral e etc e tal, além de ser uma viagem no tempo, onde se aprende duma só lapada questões existênciais, culturais, filosóficas, acadêmicas, históricas, religiosas, mitológicas e etc e tal. Você percebe imediatamente, em que mundo estava, e em que mundo está.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Assim, piegas, Falava Zaratustra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15724054-7198884003649718855?l=blogdezaratustra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/feeds/7198884003649718855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15724054&amp;postID=7198884003649718855&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/7198884003649718855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/7198884003649718855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/2008/06/os-sofrimentos-do-jovem-werther.html' title='Os Sofrimentos do Jovem Werther'/><author><name>Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112001786196391543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15724054.post-7978977024400187219</id><published>2008-04-30T06:51:00.000-06:00</published><updated>2008-04-30T06:52:37.633-06:00</updated><title type='text'>FRAQUEZAS</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;É na cidade que descobrimos nossas fraquezas. No nosso dia-a-dia vemos o quanto somos fracos. E os insetos passam ao nosso lado sem sentimentos e parecem mais felizes do que nós, mesmo não tendo noção de nada, ou exatamente por isso mesmo. A metamorfose kafkiana talvez seja o encontro da verdadeira felicidade, pois deixamos nossas angústias de lado e vivemos de instinto, sem escolhas. As escolhas são o início da decadência do ser humano. São nelas que se encontram as contradições das pessoas, nelas que se embatem os interesses ambiciosos e delas que nasce a própria ambição. Um mundo sem escolhas, o dos insetos, seria o mundo perfeito? Sem emoções seríamos mais felizes? E como ser feliz se a própria felicidade já é uma emoção? Pelo menos num mundo desse tipo eu não perderia meu tempo fazendo esses questionamentos absurdos. Estaria, provavelmente, construindo túneis terra a fundo, andando pelas frestas frente a fora, construindo uma colméia aqui, comendo insetos menores ali, fugindo dos maiores acolá e trepando uma inseta além. E então, qual a é conclusão que se tira desse monte de caracteres acima digitados? Vejamos bem...você eu não sei, mas eu chego à conclusão de que preciso trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim Trabalhava Zaratustra&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15724054-7978977024400187219?l=blogdezaratustra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/feeds/7978977024400187219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15724054&amp;postID=7978977024400187219&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/7978977024400187219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/7978977024400187219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/2008/04/fraquezas.html' title='FRAQUEZAS'/><author><name>Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112001786196391543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15724054.post-3961893904188693642</id><published>2008-02-16T03:29:00.002-06:00</published><updated>2008-02-16T03:34:12.218-06:00</updated><title type='text'>Elucubração Ébria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Hoje vou assistir pela enésima vez o meu DVD do Red Hot Chilli Pepper´s...(eheheh)...,um molusgo tropical sobrevive em minhas mãos. Há qualquer coisa no ar me inundando, e não é a chuva. É o calor. Sim, o calor noturno. Mas não somente o calor. Há também uma paisagem bucólica, digamos assim, pairando sobre minha cabeça. Meio...distante. Muito distante. Há, agora, uma intranqüilidade maior.&lt;br /&gt;Definitivamente é ele, o calor noturno chegou melancólico e arrasta consigo a apatia para os nossos lados. Trás também um certo desleixo. Há também um desapego do correto, a coragem era maior, não mais. O sentimento de tristeza também é mais presente. Mesmo quando se está alegre, levanta-se contra essa alegria a tristeza, numa rusga facilmente abarcada por nós. Instantaneamente mudava-se(r).Ventava pra caralho, não mais. Há dias. Talvez uns dois...meses. ainda é verão, chagando o clima seco. Se não morrer entediado até lá, mandarei notícias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Devido à economia a fabrica de cimento onde sou escravo diariamente cresce, por conseguinte, o serviço escravo também. É bom, isso. Eu ia para Campo Grande, não mais. Não sei aonde vou. Não tenho tempo. Mas tenho tempo. Mas vou. Esse paradoxo me deixa perplexo. Em vez de tomar um vinho, continuo enchendo a cara com conhaque com cú-de-burro. Não há de ser nada. Enquanto vivo, a “gente” sobrevive. Tudo há de melhorar, um dia. Tudo, um dia, será como desejamos. Por que não escrevi "anelamos" ao invés de "desejamos"!? "Anelar" é um vocábulo erudito. hmpf!!??. Pau no cú dele também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Escrever me deprime. Não careço dessa enrolação para viver. Não agora. Se um dia eu precisar, a “gente” muda de idéia. É muito fácil. É tanto que hoje subi a uma alta montanha e daqui atiro um riso trocista e digo “abre-te abismo humano”, pois lanço um malicioso, agudo e oculto anzol e espero tudo o que é meu elevar-se à minha altura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Portanto, o conselho que dirijo à vocês todos, vem do salientíssimo senhor, Presidente da República, Luís "Incrustáceo" Lula Molusgo da Silva. Numa reunião com o ministro da Saúde, vossa excrescência mandou que nas campanhas que passam nas TVs, siga-se o mesmo formato das campanhas anti-tabagismo e anti-álcool. Haverá em todos os comerciais os seguintes dizeres ao lado da foto de vossa insolência: Se dirigir, não beba. Se beber, me chame. Se achar essa piada fraca e velha, não comente. É fraca mesmo, mas é a vida.&lt;br /&gt;Então é isso pessoal... sem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom final de semana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim Desejava Zaratustra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15724054-3961893904188693642?l=blogdezaratustra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/feeds/3961893904188693642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15724054&amp;postID=3961893904188693642&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/3961893904188693642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/3961893904188693642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/2008/02/elucubrao-bria.html' title='Elucubração Ébria'/><author><name>Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112001786196391543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15724054.post-401759843432680230</id><published>2008-01-20T09:02:00.000-06:00</published><updated>2008-01-20T09:06:20.467-06:00</updated><title type='text'>ZARATUSTRA E O ENVELHECIMENTO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Zaratustra e o envelhecimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Dia 23 completo trinta anos. Sim. Estou envelhecendo. Não é um questionamento, é uma constatação. Apesar de não ter aquela carequinha precoce dando algum indício disso, descobri por outros motivos. Dores nas costas. Ainda mais depois de tornar-me um projetista burocrata, elas tornaram-se mais recorrentes. Gemidos de dores também. Flagrei-me, diversas vezes, ao observar adolescentes nas ruas, pensando "essa geração não tem futuro..." ou "no meu tempo não era assim". Até os meu óculos perdi por não usar aquelas cordinhas que se prendem ao pescoço. Senti-me nostálgico em relação à minha querida cidadezinha de nascença, pequena, sem grandes movimentos. Será que além de Zaratustra o sábio, Zaratustra o falho, também estaria me tornando Zaratustra o velho!?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Tudo é possível...agora me dêem licença que preciso ver minha novela...e, além disso, minha sopa já está esquentando. Vocês sabem, quando os dentes ficam fracos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Assim Envelhecia Zaratustra&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15724054-401759843432680230?l=blogdezaratustra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/feeds/401759843432680230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15724054&amp;postID=401759843432680230&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/401759843432680230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/401759843432680230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/2008/01/zaratustra-e-o-envelhecimento.html' title='ZARATUSTRA E O ENVELHECIMENTO'/><author><name>Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112001786196391543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15724054.post-3454481117075515559</id><published>2007-11-10T14:46:00.000-06:00</published><updated>2007-11-10T14:53:09.697-06:00</updated><title type='text'>RE(FLEXÃO)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Vivo, pelo menos por enquanto, e pelo menos por mais um dia. No entanto, num submundo de uma subvida sobre a vida uma sobrevida sobretudo sobrevivo como batráquios sobrevivem sobre a vida sobrevivo meio úmido e meio desidratado. Embora, muito embora há muito eu já tenha ido embora, agora minha vida realmente tornou-se um complexo quebra-cabeças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Quando está-se só sentimo-nos um quase, um talvez. Faltava pouco, mas não deu. E pensamos que nossos erros e nossa vivência tornariam-nos diferentes e mais desenvoltos em nossa dramática aparição no palco da vida, percebemos um pouco tarde que tudo é momento, que tudo se vive e se vai num instante, como uma alma que morre e vai ao inferno, ou ao céu. É tudo tão passageiro como uma banho de água, como uma queimada de sol, como chuva seródia, como uma fruta fora de época.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Tudo dura, tudo vai. Como se pudéssemos, ou melhor, seria bom se pudéssemos saber disso. Mas sempre achamos que tudo vai mudar, que dessa vez as coisas vão acontecer como devem, mas não, e sempre quebramos a cabeça tentando inutilmente desvendar esse quebra-cabeça eterno e repetitivo, infame e óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos vãos como um vão de um portão, um buraco, um alçapão, etc e tal.&lt;br /&gt;É o olhar de alguém que te olha, que tu olhas de volta. É algo mais que um simples oi. É uma vida, é outra vida, são duas vidas que se metem a besta de gostar uma da outra. Que estapafúrdio! Puts! De onde é que eu fui tirar essa palavra, é horrível! Ninguém fala estapafúrdio. É extremamente estapafúrdio usar a palavra estapafúrdio para definir algo tão...digamos assim...estapafúrdio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um amplexo mais forte que se esvai por entre os dedos como o vento por entre as folhas de um coqueiro. Num dia sem vento. Numa praia sem coqueiro. Numa cidade sem praia. Num dia sem sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a calma do caos em nossos calcanhares. São falsos poetas, falsos profetas, falsos rebeldes, falsos falsetes de falsos cantores, falsos extraterrestres em um mundo falso. A falsidade, partindo-se daí, torna-se verdade. Torna-se um engano, mas verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo real. Completely fake.&lt;br /&gt;But real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim falseava* Zaratustra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Existe falseva?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15724054-3454481117075515559?l=blogdezaratustra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/feeds/3454481117075515559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15724054&amp;postID=3454481117075515559&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/3454481117075515559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/3454481117075515559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/2007/11/reflexo.html' title='RE(FLEXÃO)'/><author><name>Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112001786196391543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15724054.post-4603184113390546381</id><published>2007-10-02T16:26:00.000-06:00</published><updated>2007-10-05T08:25:21.374-06:00</updated><title type='text'>A fada-madrinha, O pogobol gigantesco e EU.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Meu nascimento se deu à beira-mar, lá por onde o vento sopra à noroeste, com a candura dos mentirosos que sucumbem a força da brisa. Vim duma família desertora da guerra civil (onde já se viu tanta mendacidade e sandez?). Meu pescoço estrala toda vez que cochilo, é um tique de nascença. "É coisa do demo!": Disse-me uma cartomante, uma vez. Mas não acreditei nela (até porque nunca conheci nenhuma). Porém, ela insiste até hoje com seu veneno no leve sopro do luar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Um dia, à mesa do almoço onde se serviam vinho e pão, meu irmão avistou um disco voador. Éramos recém-nascidos, não mais de trinta centímetros cada um. O disco era enorme, parecia um pogobol gigante. Ele - meu irmão - disse, como que se estivesse possuído por um santo demônio ou um demônio do bem (ou, sabe-se lá)( Onde?)( Lá.): &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Though thy crest be shorn and shaven, your art of using fantasies doesn't deceive me, ancient raven and ghastly grim wandering above the nightly shore.*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Pus-me pensativo e estranhei, pois nós dois não falávamos inglês. Na verdade, nem sabíamos que aquele idioma era inglês. Só me dei conta ontem, num sonho. Meu irmão disse ao extraterrestre, de urano: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;-Somos inocentes! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;O ET replicou: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;-Yo no pregunté nada. Be quiet.**&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Ficamos assustados. Nunca nos deparamos antes com um ET em nossa frente, ainda mais um que confrontasse as nossas falas. Trememos as pernas e cagamos nas calças. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;-Allém más, son dos mijones y dos cagones. - acrescentou o ser extraterreno - Yo solamente quiero preguntarlos cual és el camino más proximo para los anillos de Saturno. I won't do bad to you. ***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Daí eu, medrosamente, respondi que desconhecia e lhe disse ainda que procurasse a lua e falasse com São Jorge que esse saberia direcioná-lo melhor. Após voarmos em bicicletas na frente da lua, nos despedimos e ele nos deu uma amostra grátis do raio desintegrador caso nos chocássemos com alguma bruxa voadora de vassouras.&lt;br /&gt;Hoje acordei com o pressentimento de que não sou daqui. Na verdade eu sou consciente de que pressentimentos são apenas idiotices mendazes que a gente acha que pode acontecer. Pressentimentos têm cinqüenta por cento de probabilidade de não se concretizarem, como tudo na vida. É uma espécie de superstição nonsense. Minha fada madrinha disse que minha superstição é nonsense. Retruquei e disse-lhe que não tenho superstição e que não sei o que é nonsense. Disse-lhe que vivo alheio às crenças fúteis dos tolos e néscios e que minha mente é superior, tão superior, mas tão superior que talvez não exista mesmo Deus: EU SOU DEUS. Minha fada-madrinha, séria como nunca a tinha visto antes, disse-me: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;-Tolo dos tolos, néscio dos néscios, bosta dos bostas. Tu és um engodo. Tu és um equívoco. Tu és como um balão: por maior que sejas e que te enchas, sempre estarás vazio por dentro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Pensei por quase um segundo e respondi-lhe: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;-Fada-madrinha, profunda foste tu em tão sábias palavras. Tão profunda como um intestino delgado: cheio de peido e de merda. Falas cheias de altivez como um sapo inflado e para mim estourar sapos é uma honesta distração. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;A Fada-madrinha irou-se, tudo em volta enegreceu-se e como num remoinho de ventos, anatematizou-me: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;-Histrião! Mentecapto! Pacóvio! Desgraçado e burro! Deveríeis compreender não haver indulto ou perdão por apostrofar tua fada-madrinha! Larga-te do meu largo lago, pois largar-te-ei a partir de hoje e tu lagarteará pelo resto da tua vida, enquanto não te redimires durante teu caminho! Errarás teu português para toda vida e sempre de geração em geração! Sucumba ante minha maldição por toda a eternidade!&lt;br /&gt;E a fada-madrinha se foi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Desde esse dia senti-me só. Erro o português freqüentemente, contudo jamais percatei-me se errei ou não. Falta-me companhia. Sigo só pelas escuras vielas da vida, não mais procuro a felicidade, que é uma mentira e a mentira é a salvação. Ontem, em meu sonho, o ET me encontrou e me reduziu ao tamanho de um neutrinho. Perdi a Fada-madrinha, perdi minha princesa, perdi o meu cavalo e a minha espada, como uma árvore no outono perde a cor. Pero, en la primavera la vieja árbol vuelve sus colores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Eu não. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Desde aquele dia, sou monocromático, igual a TV antiga do meu avô, em frente à sua poltrona mais dileta, cheia de pulgas e joaninhas. Como todas as joaninhas coloridas que eu criava em meus dias de infância, verdes, amarelas, vermelhas com bolas multicoloridas em suas asas. As joaninhas se foram. A fada-madrinha se foi. Eu hei de ir algum dia. Por enquanto me vou, por esta trilha amarga e angustiante que me amaldiçoa cada vez mais com sua solitária agressividade. Sou um erro. Enquanto não descobrir onde fui o erro, não terei como livrar-me de minha sina.&lt;br /&gt;Empertiguei-me, olhei para o meu irmão ao fundo de minhas lembranças e dei-lhe adeus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;O ET me acompanha ao longe, em seu pogobol gigantesco. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Assim Lembrava Zaratustra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;*Embora tua crista seja tosquiada e raspada, tua arte de usar fantasias não me engana, corvo antigo e horrivelmente horrendo que vaga sobre a orla noturna. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;** fique quieto &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;*** Não vos farei mal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15724054-4603184113390546381?l=blogdezaratustra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/feeds/4603184113390546381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15724054&amp;postID=4603184113390546381&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/4603184113390546381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/4603184113390546381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/2007/10/fada-madrinha-o-pogobol-gigantesco-e-eu.html' title='A fada-madrinha, O pogobol gigantesco e EU.'/><author><name>Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112001786196391543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15724054.post-6254868105091301071</id><published>2007-09-29T17:17:00.000-06:00</published><updated>2007-10-02T07:01:14.519-06:00</updated><title type='text'>O FOGO, A ARANHA E A MOSCA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;A mosca a aranha à teia atraiu e à teia foi. Trouxe à teia a aranha a mosca. Pobrezinha! Será o fim que chegou? Mas não vacila, de muito à teia vir, a mosca ateia fogo à teia e a tudo até. Esquecendo-se entretanto a mosca que à teia atada estava ainda, e tão atada estava que fugir da teia não havia como. Aranha, mosca? Jé eram! Feito fogo, teia queimou aranha e mosca e incinerou-se. Queimaram-se. Inertes as cinzas das três atiradas num canto do piso escuro do mundo em chamas que, por pura falta de noção da mosca, por ora está chamejante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;As chamas chamejantes chamejavam e a chamar por aranha estavam. Chamavam pelo o ar, clamava por ar, mais ar, careciam do ar para poder respirar, queimar, incinerar, intoxicar. todas as labaredas, como lavas recém expelidas de um vulcão ativo em chama como a tua cama que me faz tremer, escorriam em direção aos céus, mais alto, muito alto, bem alto, consumiam todas folhas das árvores, da relva, as próprias árvores e quem mais desavisado ousasse se opor ao seu avanço. Vagarosamente, as labaredas avançavam, e eram tantas labaredas a vagarosamente avançar que repentinamente se expandiam. E não havia extintor que as extinguissem, bombeiros que as bombeassem ou águas que as esfriasse. O fogo era quente, intenso, alto e altivo. Ardia, de volúpia, languidamente, a paixão corava as faces de quem observava. O fogo a queimar a vida aos poucos, a intoxicar os pulmões aos tantos e aos montes subindo, trotando, cavalgando suas gramíneas prateadas. O vapor emanava da fogueira, fogos, fogos, fogões. O amor ao ar, é o fogo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;"De tanto amar e amar, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;o que em nós queimar, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;é o que nos vai podando. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Amar é libertar, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;libertar-se das cinzas, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;até ficar o fogo, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;o seu trote frondoso, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;o fogo, o fogo ainda." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Citação entre aspas: Carlos Nejar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Assim Queimava Zaratustra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15724054-6254868105091301071?l=blogdezaratustra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/feeds/6254868105091301071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15724054&amp;postID=6254868105091301071&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/6254868105091301071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/6254868105091301071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/2007/09/o-fogo-aranha-e-mosca.html' title='O FOGO, A ARANHA E A MOSCA'/><author><name>Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112001786196391543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15724054.post-1018844241885463752</id><published>2007-09-26T06:19:00.000-06:00</published><updated>2007-09-26T06:23:25.345-06:00</updated><title type='text'>O DESCOBRIMENTO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tustra estava acostumado, quase todas as manhãs, a sentar-se em sua rede e ler seus livros mais diletos. Sem qualquer dúvida, hoje pela manhã ele encontrou um livro antigo e recordou-se que ainda não o havia lido. Então o olhou fixamente e o escolheu como a leitura do dia. Era a história da um homem que estava acostumado, quase todas as manhãs, a sentar-se em sua rede e ler seus livros mais diletos e que, sem dúvida, hoje pela manhã ele encontrou um livro antigo e recordou-se que ainda não o havia lido. Seu nome era Zaratustra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Zaratustra leu tudo isso e fechou o livro já que depois de ler o primeiro parágrafo ficou trêmulo, fantasticamente absurdado. Todos os livros lidos ao longo de sua vida (a sua própria vida) passaram-lhe em dois minutos diante de seus olhos. Seus sentimentos eram os mais dúbios e incertos, mas em pouco tempo ele sentiu a grande felicidade de um maravilhoso descobrimento e também a tristeza decepcionante de descobrir-se um mero personagem literário.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E o pior, o fim do livro chegou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Assim descobria Zaratustra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15724054-1018844241885463752?l=blogdezaratustra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/feeds/1018844241885463752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15724054&amp;postID=1018844241885463752&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/1018844241885463752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/1018844241885463752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/2007/09/o-descobrimento.html' title='O DESCOBRIMENTO'/><author><name>Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112001786196391543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15724054.post-6760735482180758873</id><published>2007-09-20T17:44:00.000-06:00</published><updated>2008-01-31T10:28:48.562-06:00</updated><title type='text'>REPETICÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;O sol ilumina meu rosto com um vento frio em minha face. Minha alma enregela, treme, congela, sucumbe. O sussurro suave da tua voz ao meu ouvido soa doído. A música inunda num dilúvio sem alívio os meus ouvidos vida à fora assim como os inundam a fria ventania que me abraça a face. As roupas de cama jogadas sobre minha vida continuam arrumadas agora que a ventania me inunda a face. O vinho que brindaria nossas desesperanças não foi aberto como sempre: um sinal vermelho! Porém quando sussurras em meu ouvido eu não ligo para o sinal vermelho. Sigo. Viro à esquina sem importar-me com o sinal vazio. Prossigo pelo elevador do fundo do mundo lotado que rompe e nos interrompe e o ocaso ao acaso me atrai e me trai enquanto conduzo o carro e a ventania me abraça a face e me inunda de frio. Minha boca seca de tanto querer-te, de querer lamber-te, de querer sorver-te como sorvete, de tão embriagado que sou, de tão embriagado que fiquei, de tão...de tão...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Uma ressaca de vinho é o t&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;eu desejo e temor que se digladiam enquanto a fria ventania me tortura a face e varre o caminho que agora é o meu destino. E no fundo do seu vento como um instrumento violento, um sinal vermelho de corda que toca me toca e me acorda com acordes vermelhos e me conduz para um transe e me impele aos cacos dos caos, me leva à esgares. Um Instrumento. Um sinal vermelho. Um sinal vermelho que toca os acordes como Instrumento de corda em meus ouvidos acordes doloridos enquanto prossigo perdido para um Instrumento. Um sinal. um Instrumento. Uma ventania. Um acorde violento. Uma nostalgia da ventania que ainda me abraça a face de braços e abraços que me causa arrepio e entorpece o meu tato e me tira o contato, um mal trato. Uma ventania em meu ouvido. Um lençol. E pelos prédios da cidade suas camas vazias de lençóis vermelhos cobrem um sinal com um sussurro arredio. Lençóis arrumados dos prédios sombrios sob um Instrumento vermelho. E eu ouço um acorde vazio de um instrumento sombrio dos prédios vadios. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;...Sinais, instrumentos vermelhos, vazios, vadios...arredios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;E o teu sussurro em meus ouvidos soa como um sinal arredio de um acorde cortante ou um eco reverberante, vadio, uma ventania ou uma canção de um Instrumento vermelho batendo em meus ouvidos doloridos, vazios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Um Instrumento. Tu ouves uma voz soturna, sombria, noturna, mesquinha, taciturna, a minha. "You can live..." Uma ventania te canta, te engana, te encanta, te confunde "You can live your fantasy..." Uma ventania vadia me lambe a língua seca e tu percebes a minha saliva doída, a ventania...de um uivo vadio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;"You can live your fantasy without me"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;E num rosto esquadrinhado ou num desenho quadrinizado ou um instrumento arredio de uma flauta desafinada há uma voz áspera que te causa arrepio, a minha. E com um esgar arredio de um olho vadio, sombrio pela falta da tua ventania, há uma voz áspera, vadia, sombria, coberta com lençóis dos prédios sombrios. A taças vazias dos prédios sombrios secam minha garganta vadia. Da minha garganta esquiva emana uma vós sombria como um instrumento arredio, uma voz irritante, um eco arrogante, um grito cortante, ou um falsete reverberante: Uma voz mesquinha, sombria, a minha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;E tu queres caminhar em direção ao teu rio... e tu foges em direção ao teu rio... e como uma ventania voas para teu rio. E como uma canção repetitiva, como um texto repetitivo que pede, repete, te pede, te canta, te impede, te engana e repete em tua mente que se encanta, se perde e me pede, não impede, te confunde, você cede, se ilude e ela martela como uma música arrogante, um carta chata, envolvente, nauseante, deprimente, irritante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;E o meu abismo profundo te observa igual a um pássaro e tu sem disso te aperceberes ao menos pulas em direção ao fundo do meu abismo profundo. Subjuga-te às profundidades obscuras e aos vales vadios e vazios de um abismo sombrio, sem fundo, numa queda infinita. E tu que queres fugir da minha vós e pressentes a minha força, a minha voz trêmula em teu pensamento, crês com a melhor das inocências que distante do meu mundo contaminável viverás feliz (e sombria).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Mas além, além do fundo, no fundo do mundo, há um outro lado, um outro mundo, o meu, uma voz soturna como um instrumento em teus pensamentos noturnos te interpela e ela martela os mesmos acordes que tu pensas poder apagar. E temes pensar em meu vinho. Um sinal verde e: ouves agora uma voz taciturna da minha garganta soturna, diurna. E temes ao lembrar-te dos nossos encontros e das nossas vidas trançadas, dos meus gemidos vadios e do meus do uivos doloridos dentro de ti.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;A minha voz soturna te ameaça, te atrai para uma luta psicológica como uma sangrenta batalha medieval. Uma voz taciturna, mesquinha, a minha, que diz alegre embora infeliz:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;"You can live your fantasy without me, But you'll never know how much I needed you" &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Assim Repetia Zaratustra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15724054-6760735482180758873?l=blogdezaratustra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/feeds/6760735482180758873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15724054&amp;postID=6760735482180758873&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/6760735482180758873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/6760735482180758873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/2007/09/repetico.html' title='REPETICÃO'/><author><name>Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112001786196391543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15724054.post-3630092489370321176</id><published>2007-09-13T18:17:00.001-06:00</published><updated>2008-07-01T13:13:39.454-06:00</updated><title type='text'>Zaratustra, o Chato</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;De volta ao meu blog, quero ser chato. Chato como Goethe. Como Bortolotto. Como Gilberto Barros. Como Galvão Bueno. Chato como ver um jornal decadente. Chato como ver o Paulo Marconde gritando. Chato como o próprio Paulo Marconde. Pois bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ser, antes da amargura"&lt;br /&gt;Deste modo LOBÃO escreveu num de seus encartes do álbum A VIDA É DOCE. Mas não é do Lobão que eu quero falar, apesar de que o show gratuito dele aqui, que eu fui uma vez, foi o melhor show da minha vida. Melhor até que ENGENHEIROS DO HAWAII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso mesmo. Engenheiros do Hawaii, ou Humberto Gessinger do Hawaii, já que ele quem dita tudo por aquelas bandas. Os mesmos que já cantaram "nossos sonhos são os mesmos há muito tempo / mas não há mais muito tempo pra sonhar" ou "a gente faz de tudo mas nada faz sentido / nem as luzes da cidade, nem o escuro de um abrigo" ou ainda "meu coração é um porta-aviões, perdido no mar esperando alguém pousar / meu coração é um porto sem endereço certo, é um deserto em pleno mar". "Tudo que ele sabia cabia no bolso da jaqueta (a vida quando não faz muito sentido cabe em qualquer lugar, e a minha tem sido assim, no bolso da jaqueta)". "Eu que não sei perder perdi o medo / da escuridão. Da escuridão..." Ou quando ele fala "pra ser sincero não espero de você mais do que educação / beijos sem paixão / crime sem castigo..." CRIME E CASTIGO - DOSTOIÉVSKI. Ou então "eu me sinto um estrangeiro / passageiro de algum trem / que não passa por aqui / que não passa de ilusão" O ESTRANGEIRO - ALBERT CAMUS. Pode ser numa frase aparentemente inútil: "Ando só nem sei porque / não me pergunte o que eu não sei / pergunte ao pó / desça ao porão..." PERGUNTE AO PÓ - JOHN FANTE. "Somos um exército, o exército de um homem só / um bando de vampiros que odeiam sangue" O EXÉRCITO DE UM HOMEM SÓ - MOACYR SCLIAR. "Com as luzes lá em cima o céu não seria rima, nem seria solução" MUNDO, MUNDO, VASTO MUNDO / SE EU ME CHAMASSE RAIMUNDO SERIA RIMA/ NÃO SERIA SOLUÇÃO / MUNDO, MUNDO, VASTO MUNDO / MAIS VASTO É MEU CORAÇÃO - DRUMMOND.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E LEGIÃO URBANA então? Eu nem começo se não me empolgo. Para quem não leu Assim Falou Zaratustra de Nietzsche e Fausto de Johan Wolfgang Von Goethe pode ouvir essa música, ele resume o primeiro com frases do segundo; coisas que se vê no livro como quando o Zaratustra diz que é um raio, um relâmpago, um trovão e o metal que atrai tudo isso, ou quando vc encontra no livro Fausto e na música a citação “Não me entrego sem lutar, tenho ainda coração, não aprendi a me render, que caia o inimigo então”, quando o diabo vinha roubar a alma de Fausto. A música LOVE SONG “mas rogarei a mi senhor que me mostre quem é el matador ou que m’ampare del’ melhor” Nuno Fernandes Torneol da época do Trovadorismo. Tem também Hig non (do not forsake me) “meio-dia elevado (não me abandone) versão erudita do clássico de Western, um faroeste chamado Matar ou Morrer... E a música Andréa Doria que narra o naufrágio de um amor semelhantemente a um naufrágio de um navio italiano de mesmo nome da música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre várias outras citações, que eu talvez passasse a noite inteira recordando, se eu não estivesse tão velho, com tanto sono e minha memória não falhasse nesse momento. Isso é o que me prende às músicas deles, uma intertextualidade. A citação. Um tipo de homenagem a quem eles admiram. Uma mensagem que, quando se conhece a obra citada, mostra-nos algo diferente do que parece à primeira vista. A surpresa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo modo como BARÃO VERMELHO gravou, nos seus velhos e bons tempos (antes de puro êxtase, que é podre) Flores do Mal, título homônimo do livro de CHARLES BAUDELAIRE, essas bandas dos anos 80 eram muito boas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, que não sou uma banda, mas também nasci quase nos anos 80, também tenho algo de muito bom. Que ainda não sei o que é. Mas como minha mãezinha (que já descansa) sempre falou, eu acredito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim também J.D. SALINGER e seu Holden Caulfield devem ter algo de bom. Assim como MARIO QUINTANA, que deve ter algo de ruim. Assim como PAULO COELHO, que tem seu lado positivo. Porque sempre é bom existir coisas negativas pra gente poder comparar (e ter certeza do porquê não gostar) com as positivas e dessa forma ter certeza de que as boas são boas mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como MARION ZIMMER BRADLEY antecipou Harry Potter, Harry Potter ressuscitou Marion Z. Bradley. Coisas mercadológicas. Assim como Luís Fernando VERISSIMO nunca vai superar o pai. E nem ÉRICO Verissimo vai chegar aos pés do filho. Paradoxos da modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas e outras que JÔ SOARES nunca fez dieta. Perderia a graça. E Faustinho contra Guguzão também seria de péssimo gosto. Isso me faz lembrar que, quando eu era pequeno, gostava de comer mel com maionese. E ainda gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E NEIL YOUNG me disse uma vez: "burn off all the fog and let the sun through to the snow". (queime toda a névoa e deixe passar o sol através da neve)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu disse a ela: "Let me see your face again before I have to go". (Me deixe ver sua face novamente antes de eu tenha que ir)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"You know who you are, you are my sexy Christmas baby mine" (Você sabe quem é você, você é os meus Natais sensuais minha criança) Isso veio de MARK SANDMAN. Não o Sandman das histórias em quadrinhos. O Sandman da banda MORPHINE. O Sandman que já morreu, e que poucos conhecem. Sandman que disse: "why can´t love be blind? (por que não poder amar é ser cego?) Instead it´s just a blind man crying...( O inverso é um homem cego chorando" e também "Late last night I saw you in my living room / you seemed so close, but yet so cold / for a long time I thought you´d be coming back to me / those kind of thoughts can be so cruel. So cruel... / And I know you did it all...in spite of me...". (Ontem tarde da noite eu o vi em minha sala de estar / você parecia tão íntimo, mas ainda tão frio / por muito tempo eu pensei que você estaria voltando para mim/ e esses amáveis pensamentos podem ser tão crueis. Tão crueis... / E eu sei que você fez tudo...em despeito de mim....)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi JULIO CORTÁZAR um dos maiores amigos de Jorge Luís BORGES. E Borges disse:&lt;br /&gt;"Hay tanta soledad en ese oro.&lt;br /&gt;La luna de las noches no es la luna&lt;br /&gt;que vio el primer Adán. Los largos siglos&lt;br /&gt;de la vigilia humana la han colmado&lt;br /&gt;de antiguo llanto. Mírala. Es tu espejo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ERASMO DE ROTTERDAM foi um dos maiores amigos de THOMAS MORUS. E Erasmo quem disse:&lt;br /&gt;"É uma grande extravagância querer fazer consistir a felicidade do homem na realidade das coisas, quando essa realidade depende exclusivamente da opinião que dela se tem. Tudo na vida é tão obscuro, tão diverso, tão oposto, que não podemos certificar-nos de nenhuma verdade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E FRIEDRICH NIEZTSCHE foi um dos maiores amigos de Richard WAGNER. Porém deixou de sê-lo. Algumas amizades não resistem às forças de egos, do tempo, ou sei lá... onde?...lá. (essa foi podre) E foi Nietzsche, no livro Assim FALOU Zaratustra, quem disse:&lt;br /&gt;"Saiam à luz todos os segredos do vosso íntimo, e quando os virdes expostos ao sol, rasgados e despedaçados, então ficará a vossa mentira também separada da vossa verdade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim minha mentira despede-se de minha verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim Despediu-se Zaratustra.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15724054-3630092489370321176?l=blogdezaratustra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/feeds/3630092489370321176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15724054&amp;postID=3630092489370321176&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/3630092489370321176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/3630092489370321176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/2007/09/zaratustra-o-chato.html' title='Zaratustra, o Chato'/><author><name>Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112001786196391543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15724054.post-1037904310520088058</id><published>2007-06-19T04:25:00.001-06:00</published><updated>2007-06-19T04:25:54.145-06:00</updated><title type='text'>O QUE NÃO ESTÁ ESCRITO NÃO EXISTE</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15724054-1037904310520088058?l=blogdezaratustra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/feeds/1037904310520088058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15724054&amp;postID=1037904310520088058&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/1037904310520088058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15724054/posts/default/1037904310520088058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdezaratustra.blogspot.com/2007/06/o-que-no-est-escrito-no-existe.html' title='O QUE NÃO ESTÁ ESCRITO NÃO EXISTE'/><author><name>Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112001786196391543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
